“Os cabos de uma embarcação são equipamentos de fundamental importância para uma navegação segura e sem sobressaltos.”

As embarcações estão ficando a cada dia mais sofisticadas e o seu valor patrimonial aumenta em grandes proporções. Portanto, a navegação segura e sem sobressaltos também é uma questão de cuidado e zelo pelo patrimônio.

AMARRA - Cabo ou corrente que liga o ferro à embarcação.

É muito comum e frequente encontrarmos embarcações cujos donos não demonstram qualquer atenção e cuidado pelos equipamentos de amarração e ancoragem de seu barco, utilizando cabos rotos e em péssimo estado de conservação. Navegar assim, ao sabor do acaso, é se expor permanentemente ao perigo.

CABOS - São as cordas de um barco. Cabos de fibras vegetais, sisal, linho, algodão e outros, usados antigamente, foram substituídos pelos de fibras sintéticas que, embora sejam mais caros, tem maior durabilidade, pois não apodrecem, além de terem uma resistência à tração cerca de 6 vezes maior.

Aqui iremos apresentar os principais cabos de uma embarcação de lazer, suas aplicações e muito mais

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Sumário:

Você conhece os cabos de sua embarcação?

ADRIÇAS E ESCOTAS

Cabos específicos para o manuseio das velas. As adriças são os cabos usados para subir as velas ou qualquer outro equipamento e as escotas são utilizadas na movimentação lateral dos velames.

ADRIÇA (Halyard) – utilizado para içar velas, bandeiras, vergas ou qualquer sinalização. As mais famosas são: Adriça do Grande (Main), Adriça de Proa, Genoa ou Buja, (Genoa/Jib), Balão (Spinnaker), Bandeira (Flag). O tipo de cabo a ser usado dependerá do uso do barco. Em barcos de cruzeiro e de regata aceitam bem o cabo pré-estirado de dupla trança, já os barcos de alta performance necessitam de materiais exóticos.

ESCOTA (Sheet) – Cabo que serve para caçar ou folgar as velas. Na vela grande a escota normalmente é fixada na retranca, nas velas de proa uma escota de duas pernas, nas velas redondas (balão) uma escota por bordo. Como pressupõe-se que as velas devem ser trimadas frequentemente, e, a intensidade do vento é variável, recomenda-se cabos semi estiráveis.

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adriça e escotas vela do barco

As adriças sobem as velas e as escotas são os cabos que as controlam. Os brandais seguram o mastro.
A esteira da vela grande entra na retranca e a testa entra no mastro. Na valuma entram as réguas.
Os três punhos da vela são o da adriça (a), o da amura (b) e o da escota (c)

 

AMARRA PRINCIPAL

Ancorar uma embarcação, por mais simples que pareça, é uma operação delicada, técnica e importante para a segurança de quem navega. A expertise do homem do mar somada a equipamentos de ancoragem corretos e bem dimensionados têm uma relevante importância na integridade da embarcação e na segurança de seus tripulantes.

O cabo (ou corrente) liga a embarcação a sua âncora principal e tem a função de ancorar o barco e mantê-lo relativamente “parado” n’água. A amarra pode ser 100% de corrente, corrente + cabo de fibra ou só cabo de fibra.

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Cabo náutico e corrente

Corrente + cabo de fibra sintética

Sem dúvida nenhuma é a melhor opção de sistema de ancoragem para embarcações de médio porte, porque combina a leveza de todo o sistema com a facilidade de manuseio, alta capacidade de absorção de energia produzida pela elasticidade da fibra e a grande resistência ao atrito da corrente junto ao fundo do mar.

cabo nautico poliamida

Cabo de fibra sintética

Aqui, toda a mobilidade e dinâmica do sistema de ancoragem é possível graças ao alongamento da fibra sintética e construção do cabo.

Indicada para embarcações de pequeno porte e para localidades com fundo arenoso. A desvantagem desse modelo é o atrito e efeito abrasivo sofrido pelo cabo com fundos rochosos e superfícies pontiagudas do leito do mar, rios e lagos.

corrente galvanizada

Corrente

Parte do conceito que utiliza o efeito catenário produzido pelo peso da corrente para reduzir as cargas transmitidas da âncora para a embarcação.

As desvantagens começam pelo excesso de peso no barco, na dificuldade de manuseio e na transmissão de elevadas cargas à embarcação, principalmente, no caso de tempestades e ventos fortes.

A utilização dos sistemas 100% correntes na âncora principal é comum em embarcações de grande porte (a partir de 50 pés).

SE TIVER ALGUMA DÚVIDA PARA ESCOLHER A SUA AMARRA, DÊ UMA OLHADINHA NA TABELA ABAIXO:

Obs: Este é apenas um guia de referência que deve ser adaptado ao tipo de embarcação, especificações do guincho, local e hábitos de navegação. 

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AMARRA DE POPA (ou auxiliar)

A Amarra de popa, também chamada de Amarra auxiliar, é um cabo mais fino e mais curto do que o da âncora principal e não se usa corrente. De fácil manuseio, sua principal função, quando utilizada na popa, é imobilizar a embarcação evitando o seu giro em torno da Amarra principal. Seu uso é de fundamental importância nas ancoragens em locais com muitos barcos e em pernoites, e durante curta duração, em locais abrigados e rasos, como praias e bancos de areia.

A Amarra de popa também é muito utilizada nas ancoragens rápidas, principalmente, nas praias e bancos de areia, evitando o uso trabalhoso da Amarra principal.

PRODUTO/ACABAMENTO: Cabo de Poliamida (Nylon) torcido ou trançado com manilha inox e sapatilho inox costurado numa extremidade e a outra livre e falcaçada.

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ESPIAS ou Cabos de Atracação

Espia é um termo muito conhecido no meio marítimo que significa "cabos de amarração ou atracação". As espias compõem o conjunto de cabos que têm a função de amarrar ou atracar a embarcação à terra firme (cais, píer, etc.) ou a outra embarcação. São conhecidos na navegação mercante como Springs, Lançantes e Traveses.

Espias
cabos de atracação
 

Os principais cabos desse conjunto são:

  • Lançantes

  • Springs

  • Travéses (estes utilizados apenas em embarcações de maior porte, acima de 45 pés)

SE TIVER ALGUMA DÚVIDA PARA ESCOLHER A SUA ESPIA, DÊ UMA OLHADINHA NA TABELA ABAIXO:

Obs: Este é apenas um guia de referência devendo ser adaptado ao tipo da embarcação e hábitos/locais de atracação usualmente utilizados. 

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ESPIA DE AMARRAÇÃO EM BOIA DE POITA

Usada para amarrar a embarcação à boia do sistema de fundeio/poita.

Usar uma ou duas espias na amarração do barco à boia de poita traz vantagens significativas, tanto a segurança da embarcação quanto ao bolso do seu proprietário.

As espias com quais nos trabalhamos são feitas com fibra de Poliamida (Nylon tipo seda), que possuem um alto alongamento, característica responsável pela absorção do " tranco " quando a linha de fundeio/amarração é tensionada ao seu ponto máximo.

Cotamos as Espias de Boia de Poita com luvas de poliéster nas alças para proteção aos cunhos e com mangueiras de PVC para proteção à abrasão nos passa-cabos, convés e costado.

 

Obs: Somente sob encomenda!

IMPORTANTE: A metragem da espia vai variar em função de:

  • Nas amarrações com giro de 360º - da distancia ideal da proa do barco à boia, considerando os barcos vizinhos e o giro da embarcação.

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  • Nas amarrações de popa em piers ₋ da distancia calculada para que a popa não colida com o píer.

CABOS PARA REBOQUE

DE EMBARCAÇÕES NA ÁGUA

Rebocar um cabo na água é uma atividade um tanto complexa, que exige conhecimento de técnicas e métodos de reboque, como também de equipamentos adequados.

Várias vezes a gente se encontra na necessidade de rebocar outra embarcação, todavia nem sempre estamos preparados para realizar uma execução confiável com segurança para as embarcações e seus tripulantes.

A maneira mais fácil e segura é o reboque pela popa da embarcação rebocador e proa da rebocada, utilizando-se um cabo de fibra.

A CSL Marinharia desenvolveu um cabo de reboque que o batizou de Y-Boat-to-Boat.

roboque cabos CSL
 

CABO Y-BOAT-TO-BOAT PARA REBOQUE DE EMBARCAÇÕES NA ÁGUA

reboque Y-Boat-to-Boat

Para reboque de embarcações 16 a 26 pés*

Cabos ø 12mm - Carga ruptura 2000 Kgf

Comprimentos: 2 pernas do Y com 2 metros cada + cabo principal c/ 10 metros

Para reboque de embarcações 26 a 36 pés*

Cabos ø 18mm - Carga ruptura 5000 Kgf

Comprimentos: 2 pernas do Y com 2,5 metros cada + cabo principal c/ 15 metros

*Sugestão da:

ESPECIFICAÇÃO DO CABO REBOQUE Y-BOAT-TO-BOAT da CSL

Composição:

  • Cabos torcidos 3 pernas

  • Polipropileno

  • Cor branca

  • Flutuabilidade positiva

  • Estabilização contra o efeito dos raios UV

  • Boia de segurança e sinalização

Acabamentos:

  • Alças costuradas nas extremidades (para cunhos)

  • Ligação dos 3 cabos com alças sendo a do cabo principal c/ mangueira cristal

Carga de Trabalho

Carga de Trabalho significa a carga média ideal a que um cabo deve ser submetido quando em uso. Este é um fator importante na escolha de um cabo.


A carga de trabalho está intimamente relacionada com a carga de ruptura, isto é, ela é encontrada usando-se um fator redutor na carga de ruptura. Este redutor pode variar de acordo com o grau de responsabilidade e risco empregado no uso de um cabo.


Em aplicações de baixo risco é utilizado um fator redutor entre 5 a 7 vezes a carga de ruptura. Já para aplicações em que existe o risco de vidas humanas, o fator (índice) aumenta para 10 a 12 vezes a carga de ruptura.

Importante: neste caso também deve-se considerar a queda de resistência à tração de uma corda quando da aplicação de um determinado , o qual poderá reduzir a resistência em até 40%

 

Exemplo: uma Corda cuja carga de ruptura seja de 1.400 kgf, para aplicação de baixo risco, calcula-se da seguinte forma: 1.400 : 7 = 200.

Carga de Ruptura

É o ponto de resistência máxima de um cabo quando submetida a esforço de tração. É a medida da carga aplicada no momento da ruptura.


A escolha de um cabo pode ser feita pela determinação de sua carga de ruptura, o que lhe confere mais ou menos resistência a carga de trabalho, esta sim refere-se a segurança do seu uso.

Os cabos não devem ser utilizadas com cargas definidas em seu limite máximo de resistência à tração.

Atenção: ao dar um nó ou efetuar uma emenda em um cabo a sua resistência é automaticamente reduzida em aproximadamente 40% da sua carga . Portanto, lembre-se que as indicações de cargas de rupturas referem-se a cabos sem nó.

 

Diâmetro

É a espessura do cabo traduzido em milímetros ou polegadas. Os cabos apresentam-se em vários diâmetros, sendo fator importante a ser definido em cada aplicação. O diâmetro tem relação direta com a carga de ruptura em cada modelo de cabo.

Rendimento

É a quantidade de metros encontrada em um quilo de cabo (kg/m). Cabos de um mesmo diâmetro têm rendimentos diferentes em função do peso específico de suas matérias-primas.

 

Flutuabilidade

É a capacidade que um cabo tem de flutuar quando em contato com a água. Esta flutuabilidade é decorrente do peso específico da fibra utilizada na produção do cabo. Em determinadas aplicações, a flutuabilidade é um fator importante e decisivo na escolha de um cabo.

Exemplo: Cabo para âncora (poita) de embarcações deve (por lei) afundar para evitar que, ao flutuar, outras embarcações enrosquem suas hélices ao passar perto de um barco fundeado.

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Elasticidade

É a propriedade de alongamento de uma cabo. Este alongamento (alto ou baixo) é o resultado de uma combinação de elasticidade da fibra e da construção utilizada no cabo.

 

Cabos com maior alongamento são mais indicadas para aplicações em que o risco de impacto, queda da carga ou até pessoas, é um fenômeno que ocorre com frequência. No caso de uma queda de um trabalhador, sua integridade física deve ser mantida . A alta elasticidade é capaz de reduzir o impacto e absorver melhor sua energia.

A Norma ABNT NBR 15.986, define a carga máxima de impacto em 6 kN. Esta carga é medida em testes dinâmicos com carga de 100 kg.

Tipos de Cabos

Cabo Torcido

Muito utilizado nas atividades ligadas a navegação, náutica e pesca, sua principal característica é a facilidade da confecção de emendas, alças e costuras. Sua geometria helicoidal garante ao cabo um maior alongamento. Eventualmente podem ocorrer o distorcimento ou o encavalamento das pernas, quando mal construídas ou submetidas a grandes esforços de tração.

O orcida é constituída por pernas torcida umas as outras, originaria de centenas de filamentos retorcidos, deixando-a rígida, sua principal característica é sua resistência a desgaste, ideal para ancoragem e amarração, onde pode ser emendada a um cabo de aço. 

cabo torcido

Trançado sem alma

Tem sua aplicação garantida na pecuária para a fabricação de cabrestos e outros acessórios de montaria. também é utilizada na fabricação de bolsas e artefatos,. Sua principal vantagem é a facilidade na confecção de alças, onde sua ponta é introduzida no seu próprio corpo que é oco. 
 
Normalmente tem sua resistência à tração reduzida em relação às suas congêneres. 

cabo trançado sem alma

Trançado com alma

Este tipo de cabo tem tido seu uso ampliado a muitas aplicações e em todas as regiões. Muito usada na amarração de cargas devido a sua excelente capacidade de confecção de nós. Na lida com o gado ou mesmo na náutica, sem emprego é garantido e seguro. 
 
O cabo trançado possui filamentos encapados, onde sua alma (parte interna) determina sua resistência, e seu revestimento forma uma proteção, se moldando de forma fácil e possuindo maior facilidade de manuseio. 

cabo tançado com alma

Trançado com alma e aletra visual

Usada como cabo de segurança e resgate, é utilizada para rapel e em trabalhos de altura que exijam grande segurança. 
 
Existe, neste segmento, a corda para cadeira suspensa ou trava-queda, especificada conforme portaria M.P. n° 013 de 09/07/2002. Veja o cabo Safetyline da CSL.

cabo trançado com alma e alerta visual

Trançados especiais

Englobamos nesta categoria as cordas utilizadas na náutica de vela, as cordas de escalada e de usos especiais. 

cabos trançados especiais

Charada: Quantas cordas você tem em seu veleiro?

Para fechar este artigo com um pouco de humor vem aqui a resposta que todos nós já ouvimos pelo menos umas dez vezes.

 

Um bom marujo sabe que a bordo só existem 3 tipos de corda:

 

  1. A do relógio

  2. A do sino, e

  3. A da forca – que é usada quando um tripulante chama CABO de CORDA.

Gostou desde artigo, conhece outra piada de velejador ou quer acrescentar algo, comente aqui em baixo.

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